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Graduação a distância conquista confiança do mercado

  • 25/01/2015

Alvo de muitas criticas anos atrás, hoje a educação a distância no Brasil vem conquistando a confiança do mercado. Já comum nas licenciaturas, o ensino superior fora das salas de aula também se destacam em áreas mais técnicas, como as de saúde, gestão e engenharias. De acordo com especialistas, o perfil do candidato e o nome da instituição pesam mais para uma vaga de emprego do que a modalidade do curso.

Maior parte dos estudantes que procuram pela graduação a distância (EAD), apresentam agenda apertada e interesses de progredir na carreira. A falta de tempo foi um grande motivo para a assistente administrativa Eliete Martins, de 34 anos, optar pelo ensino a distância. Com o trabalho, o casamento e o filho de 7 anos, a estudante não conseguiria se deslocar de casa todos os dias para enfrentar 4 horas dentro de uma sala de aula.

De acordo com Eliete, ela teve muito receio, mas precisava de flexibilidade nos horários. Após pesquisar em consultorias de recursos humanos e conversar com a família, ela resolveu fazer Administração a distância.

Cursando o quinto semestre de Administração na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), Eliete conta que compara o curso com alguma amigas que também fazem Administração e nota que não muda muito. Ela ainda revela que, estuda cerca de cinco horas semanais. A Unicid oferece 25 graduações EAD e tem 20 mil alunos a distância, isto é, 5 mil estudantes a mais que nos cursos tradicionais.

Concorrência

Segundo a diretora da Resch RH Consultoria, Jacqueline Resch, em uma entrevista de emprego não é comum que os recrutadores perguntem se o curso é presencial ou a distância, além disso, os diplomas não especificam a modalidade da graduação.

Resch conta que, ainda existe um pouco de preconceito no mercado, mas para ela na era digital, é um contrassenso discriminar alguém que conseguiu seus conhecimentos por meio da tecnologia.

De acordo com consultores, os estudantes de cursos a distância podem levar vantagem sobre outros candidatos em processos seletivos. O presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância, Fredric Litto, diz que o estudante que faz uma graduação não presencial, deve ter mais autonomia e disciplina. Ele ainda conta que, algumas empresas preferem profissionais com esse perfil mais independente e questionador.